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Correio da Manhã

Sociedade
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Filas nos serviços públicos revoltam utentes

Demora no atendimento obriga a perder dia de trabalho.
Ana Silva Monteiro, Mariana Martins e Joaquim Bernardo 11 de Agosto de 2021 às 08:42
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Filas nos serviços públicos revoltam utentes
O caos está instalado nos serviços públicos, com longas filas de pessoas à espera para serem atendidas nos Registos, Finanças e Segurança Social. A imagem repete-se de Norte a Sul: muitos têm de ir de madrugada para as proximidades das instalações para conseguir vaga, no regresso do atendimento presencial.

No Porto, a Loja de Cidadão, nas Antas, ainda não tinha aberto portas e a fila já era longa. “Não consegui fazer a marcação e tenho de renovar o cartão de cidadão. Estou aqui há mais de três horas”, disse ao CM Maria José. Muitos emigrantes, que procuravam renovar documentos essenciais para viajar, eram obrigados a aguardar.

No espaço do Instituto dos Registos e Notariado, no Campus da Justiça, em Lisboa estão apenas abertos três balcões. As vagas para marcações estão preenchidas até outubro e o serviço encontra-se sem mãos a medir. “Fiz o cartão de cidadão em Cascais e mandaram-me vir aqui buscá-lo. Disseram que não era preciso marcação”, contou ao CM Vítor Belo, enquanto aguardava na fila.

Em Sines, os utentes concentram-se à porta dos Registos, Finanças e Segurança Social. “Vim aos Registos apenas renovar o cartão de cidadão e esperei mais de uma hora na rua. Dizem que têm poucos funcionários. O Governo que contrate mais pessoas!”, desabafa Joaquim Vilhena. Já Carlos Silva, passou a manhã entre serviços. “Vim renovar a minha autorização de residência; estive quase duas horas nas Finanças e agora estou há mais de uma hora nos Registos. Quem trabalha perde um dia. É revoltante”, critica.
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