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Correio da Manhã

Sociedade
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Dezenas de manifestantes protestam contra encerramento do parque de merendas da Herdade da Comenda, na Arrábida

"É fundamental devolver a comenda aos setubalenses". Presidente eleito promete dar luta aos novos proprietários da Herdade da Comenda.
Sofia Garcia 3 de Outubro de 2021 às 19:42
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"O povo unido, jamais será vencido". Foi assim que largas dezenas de pessoas se manifestaram, a uma só voz, este domingo contra o encerramento total do parque de merendas da Herdade da Comenda, na Arrábida. Entre os presentes, destacou-se o presidente eleito à autarquia setubalense, André Martins, que prometeu lutar ao lado do povo pela reabertura daquele espaço de lazer.

"Quando alguém adquire uma propriedade tem assumir o ónus. Neste caso, há um documento assinado com os proprietários anteriores que permite o acesso à população aos caminhos e um compromisso de a autarquia investir no parque com equipamentos, manutenção e limpeza", explicou ao CM. Para o autarca, os novos donos da Herdade estão a desrespeitar o acordado. "Somos dialogantes e cumprimos a lei e exigimos que se faça justiça. A justiça será devolver o parque da comenda às várias gerações de setubalenses", acrescentou.

Depois da compra milionária, em 2020, os novos proprietários vedaram vários caminhos pedestres incluindo acessos a zonas de património religiosos e, mais recentemente, o parque de merendas. Já foram retirados todos os equipamentos que faziam parte daquele espaço de lazer e todos os hectares de terreno estão vedados.

Quando tomar posse, na próxima sexta-feira, André Martins garante que vai pedir esclarecimentos às entidades competentes, incluindo à Direção-Geral do Património Cultural que terá autorizado trabalhos de escavações arqueológicas no parque de merendas.

A Herdade da Comenda passou para as mãos de novos proprietários no final do ano 2019, tendo sido adquirida por um total de 16 milhões de euros. Desde então, dezenas de caminhos pedestres, muito usados por adeptos de caminhadas e ciclismo foram vedados por completo, passando por cima de acordos realizados entre os antigos donos e o executivo de Maria das Dores Meira, anterior presidente da autarquia de Setúbal.

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