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Correio da Manhã

Sociedade
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Adolescentes aderem em massa à vacinação Covid na Madeira

Já foram administradas mais 230 vacinas antes da abertura oficial programada.
Lusa 31 de Julho de 2021 às 14:30
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Vacinação dos adolescentes na Madeira
Os adolescentes da Madeira deram este sábado "um sinal de maturidade" ao aderirem em massa ao 'open day' da vacinação contra a covid-19, tendo sido administradas mais 230 vacinas antes da abertura oficial programada, disse o secretário da Saúde.

"Estamos muito satisfeitos com a forma como o 'open day' anunciado para hoje está a decorrer, uma vez que ainda antes do seu início já vacinámos 234 jovens adolescentes entre os 12 e os 17 aos", afirmou Pedro Ramos no Centro de Vacinação do Funchal.

A Madeira começou hoje a vacinar contra a covid-19 adolescentes a partir dos 12 anos, numa altura em que mais de metade da população adulta residente no arquipélago já está inoculada com a segunda dose.

As vacinas administradas, "recomendadas pela Agência Europeia do Medicamento, são a Johnson e a Pfizer".

Falando sobre a grande adesão da população adolescente, que eram acompanhados pelos pais, o governante admitiu que "já esperava" e considerou que evidencia "um sinal de maturidade, de cidadania daqueles que pertencem a este escalão etário".

Pedro Ramos argumentou que são jovens que "têm responsabilidade, que sabem que têm alguma mobilidade, que querem estar com os seus amigos" e "sabem que esta é mais uma arma que têm à sua disposição para continuarem a estar protegidos".

O governante insular sublinhou que esta é uma medida "adicional" que não vem "imunizar na totalidade".

Pedro Ramos salientou que o Governo Regional da Madeira tomou a decisão de vacinar os adolescentes a partir dos 12 anos, em sintonia com as autoridades de saúde do arquipélago, "depois de consultar tudo aquilo que tem sido feito a nível mundial, a evolução da pandemia na maioria dos países, não só no continente europeu, mas também mundiais".

"Sabemos que, neste momento, há 27 países que estão a vacinar os jovens adolescentes entre os 12 e os 17 anos", destacou.

Pedro Ramos realçou que "os jovens infetam-se" e que a própria Direção-Geral da Saúde (DGS), que recomendou, sexta-feira, a administração da vacina neste escalão etário apenas em casos de comorbilidades, "admitiu que muitas crianças, muitos jovens foram infetados no decurso desta pandemia em Portugal".

Para o secretário do executivo madeirense, esta constatação é um "sinal que [os adolescentes] precisam estar protegidos adicionalmente".

"Não podemos proteger apenas um escalão etário, apenas os idosos, os adultos. Temos de proteger os nossos jovens, porque temos de proteger o nosso futuro", salientou, recordando que o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou dados esta semana que indicam que "Portugal estaria a desaparecer".

Enfatizou ser preciso "proteger os jovens" e "o inicio do ano letivo dentro de um mês", reforçando que "vacinados estarão sempre todos mais seguros".

O governante sublinhou que o executivo da Madeira e as autoridades de saúde do arquipélago tiveram "uma opinião diferente" nesta matéria e "respeitam todas as opiniões, toda a fundamentação que possam querer trazer para ter uma posição diferente"

"Mas a decisão do Governo [Regional] desde o início da pandemia, em sintomia com as autoridades regionais tem sido proteger a saúde pública da nossa região e se queremos proteger a saúde publica protegemos dos zero aos 0 anos, os mais idosos, e até vacinamos pessoas com mais de 100 anos", referiu.

Pedro Ramos destacou que se está perante "um problema de saúde publica", declarando: "Estamos a falar de uma pandemia. Não podemos ter dúvidas, gerar incertezas, ansiedades e temos de tomar decisões. As decisões que são tomadas são de âmbito sanitário e não devem ter outro tipo de aproveitamento".

Ainda anunciou que está previsto mais uma 'casa aberta' ['open day'] para esta faixa etária na próxima quarta-feira, que a iniciativa se vai estender a outros concelhos da região, incluindo a ilha do Porto Santo onde muitos passam férias.

Instado a comentar a situação de um casal que foi identificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) junto ao centro de vacinação a tentar dissuadir as pessoas de serem inoculadas, opinou ser uma "perturbação" por parte de pessoas que "se calhar estão a ter este tipo de comportamento porque não estão totalmente informadas sobre o que é que está a decorrer neste momento no Tecnopolo".

"Aqui está a decorrer uma fase muito importante da abordagem da pandemia na Madeira ao covid-19 e isso tem a ver com a importância que damos à nossa saúde pública e à população", concluiu.

Segundo os últimos dados da Direção Regional de Saúde, a Madeira registou sexta-feira 27 novos casos de covid-19 e 25 recuperações, tendo sido assinaladas 243 infeções ativas no arquipélago.

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