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Correio da Manhã

Portugal
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Esgana a irmã à traição em homicídio brutal em Sesimbra

Homem de 62 anos acusado pelo Ministério Público de matar a própria irmã, que o acolheu numa casa na Quinta do Conde.
Miguel Curado 4 de Outubro de 2021 às 01:30
Lava destrói casas após erupção de vulcão em La Palma, nas Canárias
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O ultimato da irmã para que abandonasse a casa da Quinta do Conde, Sesimbra, acelerou o desequilíbrio mental do homem, hoje com 62 anos. Ao final da manhã de 18 de setembro de 2020, e sem que a vítima se apercebesse, surpreendeu-a por trás enquanto ela estava sentada no sofá, e espancou-a com grande violência. A vida da familiar, na altura com 65 anos, foi tirada através de um brutal estrangulamento no pescoço.

Medicado para uma psicose extrema, o agressor abandonou a moradia e entrou num automóvel. Marido e filha da vítima, ausentes para trabalhar, e alarmados pelo silêncio desta, regressaram a casa para a encontrar morta. Foi então lançado o alerta para as autoridades policiais. O homicida cruzou-se com meios da GNR e da Polícia Judiciária de Setúbal, quando tentava regressar ao local do crime. Foi feita uma perseguição, que culminou com a detenção do mesmo. O juiz de instrução criminal que interrogou o homicida aplicou-lhe prisão preventiva, medida de coação que ainda cumpre.

O CM teve acesso à acusação do Ministério Público contra Mahyar Shokouhi, imigrante iraniano que reside em Portugal desde 2016, e responde por homicídio qualificado. O relacionamento com a irmã foi, entre a sua chegada a Portugal até ao crime, “sempre pautado por discussões”. Os problemas mentais de Mahyar Shokouhi, que começou a ser seguido no serviço de psiquiatria do Hospital de Setúbal, acentuaram o mau ambiente na casa.

O início do julgamento do iraniano ocorreu na terça-feira da semana passada, no Tribunal de Setúbal. O arguido terá visto como motivação para o crime, segundo a acusação, o ultimato que recebeu da irmã, cunhado e sobrinha para abandonar o anexo onde morava. O prazo dado foi desrespeitado e o homem acabaria depois por cometer o homicídio.

PORMENORES
Incapaz de avaliar
Segundo o Ministério Público, Mahyar Shokouhi “padece de uma psicose não determinada, que o torna incapaz de avaliar a licitude dos seus atos”.

Lava-se e troca de roupa
De acordo com a acusação, o iraniano de 62 anos deixou o cadáver da irmã prostrado na sala de casa. Antes de sair de casa, ainda se lavou e trocou de roupa.

Unhas no pescoço
Além das lesões que provocaram a morte, a autópsia mostrou que o homicida cravou as unhas no pescoço da irmã.
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