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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Cintra Torres

Eles vão continuar na mesma

Comentadores que promoveram Costa & Medina não mudarão.

Eduardo Cintra Torres 1 de Outubro de 2021 às 00:30
Campanha, último dia: o Telejornal eleva Costa ao céu do estúdio e mostra a Santa Imagem do seu Grande Líder falando ao rebanho sob o signo «No caminho certo». Espero que o director de informação e o realizador sejam recompensados pelo Rato.



A Comissão Nacional de Eleições, uma instituição que só acorda se lhe dão um toque no ombro, devia ver mais canais do que os do costume. No idiota «dia de reflexão», o canal do Sporting passou Medina a ganhar coisas com o clube de Alvalade.



O melhor momento televisivo da noite eleitoral: falava Rio, não sabendo que Moedas ganhara em Lisboa, e em ecrãs já corriam rodapés com a vitória e som e imagem dos apoiantes de Moedas. Melhor que isto só no cinema, mas não é em directo.



Momento mais hilariante da noite eleitoral: o assistente de realização da RTP entra em campo enquanto J. Rodrigues dos Santos dizia coisas e, ao perceber, sai a correr como se houvesse incêndio no estúdio. Mais valia ter feito de Emplastro.



Ele pode ser rico, mas brilhante não é, nem a dias. O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, disse o que só um político PS sem vida fora dos gabinetes malsãos poderia dizer: que isso da Covid-19 foi espectacular para o País. Um escarro.



Antigamente, os loucos falavam sozinhos pelas ruas das aldeias e cidades. Agora fazem vídeos e espalham-nos urbi et orbi pela Internet. Depois do juiz, apareceu agora o professor de Vila do Conde. Fazem falta mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde.


PARALISIAS
Abstenção
A abstenção foi de 46,3%. Na TV generalista, a «abstenção» dos espectadores — os que não quiseram ver as emissões da RTP1, SIC e TVI ao começo da noite eleitoral — foi cerca de 44,4% nas primeiras horas. Se os políticos devem reflectir sobre a abstenção (é a treta que nos prometem a cada eleição), também os generalistas poderiam pensar porque há tanta gente que não os quer ver.

Luto
O Expresso deve estar de luto carregado. Nem com a «ajuda» duma «agência de comunicação» resultou a promoção pornográfica que fez de Medina durante anos, como se ele fosse o novo Marquês de Pombal. Infelizmente para o jornalismo, o Expresso não aprenderá a lição, porque esta é a sua verdadeira natureza. Só há uma questão: quem será a próxima figura PS que o Expresso promoverá?
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