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França envia três hidroviões e uma equipa de bombeiros para ajudar Grécia a combater flagelo dos fogos

Atualmente, existem cerca de 55 frentes de incêndio ativas no país.
Lusa 7 de Agosto de 2021 às 18:53
Incêndios na Grécia
Incêndios na Grécia FOTO: Reuters
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou este sábado que a França enviou três hidroaviões Canadair e uma equipa de bombeiros e salvamento formada por 80 pessoas para ajudar a Grécia a combater os incêndios que atingiram o país.

O chefe de Estado francês disse na rede social Twitter que o envio urgente surgiu após ter falado com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

O Eliseu disse à comunicação social que a conversa telefónica ocorreu na noite de sexta-feira, pelo que dois hidroaviões já estão na Grécia e o terceiro chegará hoje durante o dia.

O envio de uma equipa de bombeiros e salvamento, realçou ainda o Eliseu, ocorrer no âmbito do sistema de apoio de emergência da União Europeia.

Das centenas de incêndios que eclodiram nos últimos dias na Grécia, os mais graves e violentos localizam-se na ilha de Eubeia, no Peloponeso e nos subúrbios a norte de Atenas.

Atualmente, existem cerca de 55 frentes ativas no país.

A Grécia prosseguiu hoje a luta contra os incêndios que têm devastado milhares de hectares de floresta, após uma madrugada em que se registou uma morte e evacuações sucessivas com o vento a dificultar o combate às chamas.

O corpo de bombeiros anunciou hoje que, nas últimas horas, respondeu a 426 incêndios em áreas urbanas, 91 incêndios florestais e recebeu mais de 90 chamadas a pedir ajuda e assistência.

Os fogos estiveram também na origem da morte de um homem de 38 anos que foi atingido pela queda de um poste enquanto combatia, como voluntário, o fogo nos subúrbios a norte de Atenas.

Dois bombeiros estão também em estado crítico devido a queimaduras no aparelho respiratório.

Tal como anunciado na sexta-feira à noite, pelo vice-ministro da Proteção ao Cidadão, Nikos Jardaliás, já foram detidas três pessoas: um homem em Kalamata, no Peloponeso, acusado de ter ateado incêndios, outro homem em Phocis, no centro do país, por alegada negligência após queimar restolho, e uma mulher no centro de Atenas, por tentar iniciar um incêndio.

Na sexta-feira à noite, mais de 600 pessoas tiveram que ser retiradas de uma balsa de Eubeia pela Guarda Costeira, numa operação que foi captada em imagens, com moradores e turistas a assistirem da água enquanto uma parede de fogo tingia toda a montanha de vermelho e quase chegava ao mar.

Outro grande incêndio ocorreu na região de Mani, no sul do Peloponeso, onde a vice-autarca Eleni Drakoulakou disse à emissora ERT que 70% da região fora destruída.

A exaustão por que estão a passar as forças de combate aos fogos na Grécia fez com que o governo solicitasse ajuda ao sistema de apoio de emergência da União Europeia.

Bombeiros e aeronaves chegaram da França, Ucrânia, Chipre, Croácia, Suécia e Israel, prevendo-se que hoje cheguem operacionais da Roménia e Suíça.

A Grécia foi atingida por uma onda de calor que é considerada a mais prolongada em três décadas, com temperaturas de até 45ºC. Embora as temperaturas tenham diminuído na sexta-feira, a intensidade do vento aumentou tendo agravado a situação.

Na vizinha Turquia, incêndios descritos como os piores em décadas atingiram partes da costa sul do país nos últimos dias e causaram a morte de dez pessoas.

A autoridade florestal turca disse que 217 incêndios foram controlados desde 28 de julho em mais de metade das províncias do país e os bombeiros continuam hoje a combater seis fogos em duas províncias.

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