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Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados manifesta-se disponível para ajudar afegãos

Os talibãs conquistaram Cabul no domingo, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.
Lusa 18 de Agosto de 2021 às 19:01
Afeganistão
Afeganistão FOTO: Getty Images
A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (CDHOA) afirmou-se hoje disponível para ajudar na defesa dos direitos humanos dos afegãos e disse que pretende, com o Governo, apoiar a saída em segurança de pessoas do Afeganistão.

A CDHOA "irá diligenciar no sentido de se reunir com diversas entidades", nomeadamente Ministério dos Negócios Estrangeiros e ministra da Presidência, para "assegurar que todos aqueles que queiram sair do país" o façam em segurança, "e para que Portugal assegure condições dignas de acolhimento e de integração cultural" a quem solicitar vir para o país, diz a comissão em comunicado.

Lembrando a conquista do poder político no Afeganistão pelos talibãs e referindo imagens que têm sido divulgadas e que são "claramente chocantes", nomeadamente pela violência contra mulheres e crianças, a CDHOA diz estar disponível para colaborar com as entidades nacionais e internacionais na defesa dos Direitos Humanos do povo afegão, e apela à comunidade nacional e internacional para que se una na defesa dos direitos dos mais frágeis naquele país.

A CDHOA apela ainda para que as instituições portuguesas disponibilizem todos os meios de ajuda para retirar todos aqueles que pretendem abandonar o Afeganistão, e diz-se disponível para colaborar.

Os talibãs conquistaram Cabul no domingo, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal. 

Face à brutalidade e interpretação radical do Islão que marcou o anterior regime, os talibãs têm assegurado aos afegãos que a "vida, propriedade e honra" vão ser respeitadas e que as mulheres poderão estudar e trabalhar.

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