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Ativista afegã diz que medo dos talibãs já começou a mudar forma como mulheres agem no Afeganistão

“Não podemos sair à rua por causa do risco que corremos”, denuncia Humira Saqeb.
Correio da Manhã 17 de Agosto de 2021 às 12:36
Humira Saqeb
Humira Saqeb FOTO: Direitos Reservados

Humira Saqeb, jornalista afegã e defensora dos direitos das mulheres, de 41 anos, revelou esta terça-feira que se encontra escondida dos talibãs. Segundo Saqeb, os talibãs estão à procura de mulheres ativistas "de casa em casa".

"Não podemos sair para a rua por causa do risco que corremos", denuncia Humira acreditando que existe um medo generalizado entre mulheres e jovens de que os talibãs terminem com a liberdade das mulheres, que têm desde que acabou a ditadura que vigorou de 1996 a 2001 no Afeganistão.

Nessa altura as mulheres não podiam trabalhar, estudar, nem sair de casa sem estar acompanhadas por um elemento masculino.

Os talibãs têm mantido discurso ambíguo sobre o acesso à educação por parte das jovens, mas nos últimos dias surgiram relatos de muitas mulheres que foram impedidas de entrar na universidade ou nos seus locais de trabalho.

Contudo, ainda não foi imposta a obrigação de as mulheres só poderem sair à rua de burca ou acompanhadas por um homem. Também não foi cortada a internet, nem proibida a televisão, como antes.

Ainda assim, Humira Saqeb deixa um apelo aos restantes países para "trabalharem para salvar as vidas de ativistas, defensores dos direitos humanos e jornalistas no Afeganistão". 

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