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Correio da Manhã

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Mais uma morte e quatro novas infeções em São Tomé e Príncipe

Nas últimas 24 horas foram registadas 13 recuperações da doença.
Lusa 4 de Outubro de 2021 às 00:33
Vacinação contra a Covid-19 em África
Vacinação contra a Covid-19 em África FOTO: REUTERS/Siphiwe Sibeko
São Tomé e Príncipe registou mais uma morte e quatro novas infeções por covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total acumulado de casos para 3.535 desde o início da pandemia, foi hoje anunciado.

Segundo a porta-voz do Ministério da Saúde, Isabel Santos, a morte registada foi de um homem, de 86 anos, do distrito de Mé-zochi.

De acordo com o boletim diário divulgado pelas autoridades locais, nas últimas 24 horas foram registadas 13 recuperações da doença na ilha de São Tomé.

Com os dados mais recentes, o arquipélago conta agora com 3.535 casos de infeção pelo coronavírus desde o início da pandemia, entre os quais 53 óbitos e 2.813 recuperações da doença.

O arquipélago lusófono conta ainda, oficialmente, com 669 casos sob vigilância, dos quais 571 na ilha de São Tomé e 82 na ilha do Príncipe.

Destes, 653 encontram-se em isolamento -- 571 na ilha de São Tomé e 81 na ilha do Príncipe -, um paciente encontra-se internado na ilha do Príncipe e 16 na ilha de São Tomé, dos quais cinco em estado grave.

O boletim divulgado pelo Ministério da Saúde refere que 68.443 pessoas já receberam a primeira dose da vacina, enquanto 26.197 receberam as duas doses.

Na sexta-feira o Governo são-tomense renovou o Estado de calamidade pública por mais quinze dias, mantendo a maioria das as medidas em vigor.

Entretanto, o executivo decidiu que as aulas presencias vão reiniciar-se a partir de segunda-feira e adotou algumas "medidas específicas" para mitigar a propagação do vírus em contexto escolar e para aumentar a taxa de vacinação dos profissionais da educação e saúde.

Entre as medidas, o Governo decidiu aumentar o "número e a frequência dos transportes escolares, com limitação de lugares ocupados e com obrigação do uso de máscara pelo motorista e por todos os alunos".

"O número máximo de alunos por turma será de 35, com obrigatoriedade do uso de máscara na sala de aula e em todo o recinto escolar", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

Face a resistência dos profissionais da educação à vacina, o Governo decidiu que "todos os diretores das escolas, professores, educadores, auxiliares e motoristas que não tiverem recebido, pelo menos, uma dose da vacina, não poderão exercer as suas funções, a menos que apresentem um teste PCR negativo todas as semanas".

Segundo o Governo, esta medida "é extensível a todos os profissionais do setor da saúde que devem, a partir do dia 10 de outubro, apresentar o comprovativo de vacinação", e aos dirigentes, jogadores, treinadores, árbitros e jornalistas que pretendem frequentar acompanhar os "jogos da primeira divisão, à porta fechada e sem presença de público".

A covid-19 provocou pelo menos 4.793.613 mortes em todo o mundo, entre mais de 234,5 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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