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Correio da Manhã

Desporto
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Águia vence frente ao PSV para a Liga dos Campeões

Rafa Silva marcou aos 10’ e Julian Weigl aos 42’. Holandeses não se deixaram abater na Luz e reduziram através de Gapko.
Sérgio Pereira Cardoso e Luís Oliveira 19 de Agosto de 2021 às 08:29
João Mário na condução de uma jogada de ataque do Benfica
João Mário na condução de uma jogada de ataque do Benfica FOTO: vítor chi
O Benfica sai na frente ao intervalo da eliminatória com o PSV, mas terá de fazer mais na segunda parte em Eindhoven do que na segunda parte desta quarta-feira. Rafa e Weigl deram dois golpes nos holandeses, que reduziram por Gapko e estiveram muito perto de estragar o lucro aos homens da Luz. O Benfica, pelas mãos de Odysseas, agarrou-se à vantagem e aos 37 milhões da Champions.

Jorge Jesus optou por Morato na defesa e Yaremchuk a fechar um trio de ataque que se entendeu às mil maravilhas aos 10 minutos. O caminho para o ouro começou por via de dois túneis, um de Pizzi e outro do avançado ucraniano a encontrar Rafa em posição de golo - o desvio do internacional português foi suficiente para tirar 20 mil adeptos das cadeiras. 1-0.

Com um golo na algibeira, o Benfica recuou, quer tenha sido por opção ou por uma maior pressão do adversário, o certo é que deu a ideia que a organização defensiva em 5x4x1 tinha sido preparada, até pela forma como várias vezes apanhou o PSV em fora de jogo, incluindo num golo anulado aos 28’.

Se foi perfeito? Longe disso, e muito por culpa de Madueke, um jovem de 19 anos que deixou a cabeça em água a Grimaldo, resgatado ora por Otamendi, ora por Odysseas. O guardião grego brilhou aos 34’ e aos 36’.

O Benfica saía incólume e acabou por desferir o segundo golpe perto do intervalo. Aos 42’, Lucas Veríssimo ameaçou o golo do mês num remate de longe e, no mesmo minuto, no canto subsequente, é Weigl a lucrar com as ações de Otamendi e Yaremchuk. 2-0 e delírio total nas bancadas.

Só que o que tinha ficado de negativo na primeira parte, agravou-se na segunda. E valeu... Odysseas. Logo aos 48’, após cabeçada de Ginkel. Depois, a um remate de Zahavi. Só que aos 51’, já nada conseguiu fazer, num remate de Gapko e desvio infeliz de Otamendi. 2-1.

O domínio era absoluto da parte dos holandeses - pareceram mais cansados os benfiquistas - e até o público da Luz sentia que estava em perigo a entretanto diminuída, porém preciosa (os golos fora agora contam o mesmo) vantagem. Valeram novamente as mãos do grego, aos 69’ e num tiraço aos 76’ de Gapko. As mexidas de Jesus ajudaram a estancar os danos e acaba por viajar até Eindhoven com lucro magro, mas com os milhões à vista.

"Estamos muito confiantes", diz Jorge Jesus
“Os golos marcados fora já não contam como contavam, mas era melhor ganhar por 2-0. Tivemos a possibilidade do 3-0 antes de eles fazerem 2-1”, disse Jorge Jesus. O técnico destacou a boa primeira parte da equipa: “Defendemos bem e também saímos bem para o contragolpe. Na segunda já não foi assim. O Pizzi e o Rafa perderam alguma frescura física.” Jesus admitiu que as quatro trocas efetuadas acabaram por dar “mais frescura”. “Precisávamos de injetar gente fresca porque estávamos a perder nos duelos a meio-campo.

Depois dessas entradas estabilizámos e a equipa passou a ter mais bola.” Para a 2ª mão, o treinador reconhece que vai ser difícil, mas diz que o fator casa já não tem a preponderância de outros tempos: “Nesta fase, quando se está a jogar com estas equipas, já não conta muito o fator casa, porque ambas as equipas podem ganhar fora e em casa.”

A terminar, Jesus enalteceu o arranque da equipa com 5 vitórias em 5 jogos: “Estamos muito confiantes de que poderemos estar na fase de grupos.”

+ De Roman até à Grécia
Roman Yaremchuk não esteve propriamente brilhante, mas a verdade é que participa de forma ativa nos dois golos. Benfica acaba a sorrir muito por culpa de Odysseas, com uma mão-cheia de defesas. Quinta vitória em cinco jogos nesta época.
- Segunda parte de sufoco
O Benfica vence, mas o PSV termina muito por cima o encontro, deixando, principalmente na segunda parte, sinais algo preocupantes para o que aí vem em Eindhoven e o cansaço não justifica tudo. Madueke e Gapko deram cabo da defesa da Luz.

arbitragem

Experiência e controlo

Felix Brych tem muitos anos disto e controlou o jogo com alguma facilidade, apenas recorrendo aos cartões durante a segunda parte. Um fora de jogo mal assinalado aos holandeses não mancha uma arbitragem completamente pacífica.

momentos do jogo
Odysseas e rafa seguram vitória
Odysseas – Um punhado de grandes defesas segurou vantagem para a 2ª mão.
Diogo Gonçalves – Dificuldades em defender, tentou esticar jogo pela direita.
Lucas Veríssimo – Imperial a defender, permitiu grande defesa a Drommel.
Otamendi – Participou no 2-0, teve muito trabalho e foi voz de comando na defesa.
Morato – Boa exibição do jovem brasileiro, está a ganhar confiança. o Grimaldo – Madueke fez-lhe a vida negra e ganhou-lhe os duelos.
Weigl – Não deu espaço a Götze, fez o 2-0 e foi dos primeiros a estourar o físico.
João Mário – O técnico do PSV sabe que ele é o maestro e esteve sempre bem marcado.
Pizzi – Jogou longe da área. Sabe temporizar as jogadas, perdeu bolas e perdeu força.
Yaremchuk – Jogo ingrato do ucraniano. Assistiu bem Rafa para o 1-0 e esteve muito sozinho na frente.
Gonçalo Ramos – Deu vida à frente de ataque, lutou muito mas produziu pouco.
Everton – Parece que entrou cansado na partida. Pouca intervenção no jogo. o André Almeida – Entrou para segurar o flanco direito. Meité – Acrescentou músculo no meio-campo.
Taarabt – Sem tempo.

Rafa
O extremo/avançado foi o jogador mais perigoso do Benfica. Fez o 1-0 com toque subtil e participou nas mais bonitas e perigosas jogadas da equipa. Ah, e ainda ajudou Grimaldo.
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