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“Vacinação é a arma decisiva para vencer esta batalha”

A maior dificuldade que Francisco Ramos, coordenador da ‘task-force para a vacinação contra a Covid-19 encontrou, foi a escassez de doses face à urgência do plano. Mas até ao verão, garante, Portugal alcançará a imunidade de grupo.
28 de Janeiro de 2021 às 07:33
Um pouco por todo o País, o cenário repete-se: o primeiro mês do ano têm sido marcado pela vacinação em massa de utentes e funcionário de estruturas residenciais para idosos e unidades de cuidados continuados.
Francisco Ramos é o coordenador da ‘task-force’ para o Plano de Vacinação contra a Covid-19.
Portugal vai seguir as instruções da farmacêutica Pfizer.
Um pouco por todo o País, o cenário repete-se: o primeiro mês do ano têm sido marcado pela vacinação em massa de utentes e funcionário de estruturas residenciais para idosos e unidades de cuidados continuados.
Francisco Ramos é o coordenador da ‘task-force’ para o Plano de Vacinação contra a Covid-19.
Portugal vai seguir as instruções da farmacêutica Pfizer.
Um pouco por todo o País, o cenário repete-se: o primeiro mês do ano têm sido marcado pela vacinação em massa de utentes e funcionário de estruturas residenciais para idosos e unidades de cuidados continuados.
Francisco Ramos é o coordenador da ‘task-force’ para o Plano de Vacinação contra a Covid-19.
Portugal vai seguir as instruções da farmacêutica Pfizer.

Administrador hospitalar, ex-secretário de Estado da Saúde e ex-subdiretor Geral da Saúde, Francisco Ramos é o ‘homem-forte’ chamado pelo Governo para coordenar a ‘task-force’ para o planeamento da vacinação contra a Covid-19. Um "enorme desafio", que todos os dias é encarado com esperança e confiança.

Que balanço faz da primeira fase de vacinação em Portugal?
A vacinação em Portugal iniciou-se no dia 27 de dezembro, 24 horas após a chegada das primeiras doses de vacinas ao nosso País. Desde aí, a prioridade tem sido a vacinação dos profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), residentes em lares, internados em unidades de cuidados continuados e respetivos profissionais.

No final de janeiro estarão vacinadas 74 mil pessoas, incluindo oito mil residentes e profissionais de lares de idosos, de forma integral, já com as duas doses. Cerca de 210 mil já terão iniciado a vacinação com a primeira toma.

Os especialistas em farmacologia e imunologia alertaram-nos sobre uma possível variação da eficácia da vacina consoante o grupo etário. Relativamente ao grupo dos idosos, já podemos tirar alguma conclusão quanto à eficácia da imunidade ou é cedo?
A eficácia das vacinas varia de marca para marca. A vacina que mais tem sido utilizada em Portugal, a primeira a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, demonstrou no seus ensaios clínicos não haver diferenças significativas de eficácia em função da idade. De qualquer forma, recomenda a prudência que se aguarde por informação mais vasta e robusta para ter posição definitiva.

Têm ocorrido surtos em lares onde já tinha sido iniciada a campanha de vacinação e que até agora não tinham tido qualquer caso. O que é que isto traduz?
Após o Natal, data que celebrámos em família, talvez com cuidados abaixo dos exigidos pela situação pandémica em que vivemos quase há um ano, o número de casos de Covid-19 aumentou muito substancialmente, criando uma situação de terceira vaga da epidemia, de dimensão bastante maior que as anteriores.

A vacinação é, sem dúvida, a arma decisiva para vencer esta batalha, mas não é um golpe de mágica que, de súbito, tudo resolve. Por vários meses, será indispensável manter as medidas de segurança que já conhecemos bem: o distanciamento físico, o uso de máscara, a lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória.

Devemos aprender com erros e não os repetir, não facilitar como fizemos no Natal.

Como coordenador da task-force, que grande desafio teve de enfrentar?
A falta de vacinas. Esta campanha de vacinação é um enorme desafio para todos. Mesmo empresas gigantes, como as maiores multinacionais farmacêuticas, estão a passar por grandes dificuldades para cumprir os compromissos de produção e entrega de vacinas. As anunciadas e públicas reduções das quantidades entregues em Portugal são o maior problema neste momento, pela escassez de vacinas face à urgência em vacinar o maior número de pessoas, e pela perturbação que isso causa na execução do plano de vacinação.

Até que ponto nos devemos preocupar com as novas estirpes? As vacinas serão de igual forma eficazes?
Até agora, a informação científica disponível garante a eficácia das vacinas para as mutações conhecidas do SARS-CoV2.

Até à data, quantas vacinas chegaram a Portugal?
Mais de 400 mil doses.

Quantas estão por chegar?
Através dos procedimentos conjuntos de aquisição de vacinas, em boa hora promovidos pela Comissão Europeia, evitando assim lutas fratricidas entre os estados membros da União Europeia para cada um ter acesso às vacinas. Portugal já garantiu a compra de mais de 30 milhões de doses, a maior parte disponível até ao final do corrente ano de 2021.

Quando espera que a imunização esteja concluída nos lares?
No final de fevereiro, com exceção daqueles onde houver surtos ativos da doença.

Quando acha que atingiremos a percentagem ideal de vacinação que permita falar em imunidade de grupo?
Os especialistas têm referido como indicador de imunidade de grupo cerca de dois terços da população, entre 60 e 70% de taxa de vacinação. Será possível alcançar esse número de portugueses residentes no nosso País no próximo verão.

O que sentiu quando assistiu à chegada das primeiras vacinas e ao arranque da vacinação?
Esperança e confiança.


800 pessoas vacinadas nos lares da Santa Casa

A campanha de vacinação contra a Covid-19 arrancou nos equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no passado dia 18, no Lar da Mitra. Durante este mês, serão vacinadas cerca de 800 pessoas (funcionários e utentes) das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas desta instituição secular.

A vacinação de utentes em lares insere-se na primeira fase do Plano de Vacinação. Portugal recebeu esta semana mais 99 450 doses de vacinas, elevando o total acumulado pelo país desde o início da vacinação em 27 de dezembro para 411.600 doses.

De acordo com a Ministra da Saúde, Marta Temido, até ao passado domingo, já tinham sido efetuadas 255 700 inoculações. No último balanço sobre a vacinação em Portugal, a tutela vincou ainda a expectativa de atingir os 100 mil vacinados no setor da saúde até final deste mês.

Além dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), também os trabalhadores do setor privado e social, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Instituto de Saúde Ricardo Jorge (INSA), Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPTP), Forças Armadas e estabelecimentos prisionais são abrangidos nesta fase. Em fevereiro, a vacinação irá avançar para outros setores essenciais, incluindo bombeiros, forças de segurança e titulares de cargos em órgãos de soberania.

 

Portugal vai manter intervalo de 21 dias entre as duas tomas

Depois de ter feito um pedido de esclarecimento adicional à Agência Europeia do Medicamento (EMA), Portugal vai continuar a fazer os 21 dias de intervalo entre as duas tomas da vacina. Era este o prazo inicialmente previsto para a vacina da Pfizer, aquela que está a ser maioritariamente distribuída no nosso País.

Portugal já recebeu igualmente 10 mil doses da vacina da farmacêutica Moderna, entidade que, entretanto, garantiu que a sua vacina é também eficaz contra as novas variantes do vírus, com origem na África do Sul e do Reino Unido.

Às fórmulas da Moderna e da Pfizer vão juntar-se em breve as vacinas da AstraZeneca, da Sanofi-GSK, da Johnson and Johnson e da CureVac.

O Reino Unido já aprovou a utilização da sua vacina, criada na Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, mas ainda aguarda autorização de uso na União Europeia.