PSP impede agente de ver os filhos nascer

Resposta só surgiu mais de quatro meses após o parto.
Por Ana Botto|25.07.16
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Foram 34 semanas para nascer e outras 34 para obter uma resposta da PSP. Um polícia a prestar serviço em Lisboa pediu à Direção Nacional para ser colocado temporariamente no Porto, zona de residência da família, para acompanhar a gravidez de risco da mulher, doente de Crohn e grávida de gémeos. O requerimento a solicitar a colocação a título excecional foi feito a 6 de agosto de 2015. A resposta só chegou a 15 de março de 2016, quando os bebés já tinham mais de quatro meses: "deixando de existir o motivo que esteve na base do seu pedido de colocação a título excecional (gravidez de risco) o processo vai ser arquivado".

Como a resposta não chegou em tempo útil, o polícia, colocado a mais de 300 quilómetros de casa, acabou por não assistir ao nascimento dos filhos.

Questionada, a Polícia de Segurança Pública sobre qual o impedimento legal para não responder em tempo útil a esta família, foi-nos dito que tal situação "derivou meramente das diligências que tiveram de ser efetuadas entre três serviços distintos aos quais, conforme referido, se prolongaram por dois meses". Ao CM a Direção Nacional garantiu só ter ficado "na posse dos dados para instruir o processo dois dias antes do nascimento".

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  • De luiscandeias25.07.16
    Se fosse um graduado se calhar nem era necessário fazer qualquer pedido, esta prepotência tem que acabar.
3 Comentários
  • De grumete25.07.16
    A bjurocrac ia na PSP e GNR é assim, nas secretarias , a abarrotar de pessoal, ainda é necessário um elemento pafra ler, outro para escrever, oiutro para contar o dinheiro e outro para receber o dinheiro!
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  • De luiscandeias25.07.16
    Se fosse um graduado se calhar nem era necessário fazer qualquer pedido, esta prepotência tem que acabar.
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  • De audiawd25.07.16
    Atraso de vida, so mesmo em Portugal.
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