Mais de 220 fogos com quatro mil a combater

Fogo rondou o campo de treinos do FC Porto.
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As zonas Norte e Centro do País voltaram este sábado a estar debaixo de fogo, naquele que foi o dia com mais incêndios florestais do ano. Até às 21h00 tinham-se registado 222 fogos, que mobilizaram quase quatro mil bombeiros, apoiados por 1021 veículos e 51 saídas de meios aéreos. O distrito do Porto foi o mais fustigado, com 73 alertas, seguindo-se Braga (32), Aveiro (24) e Santarém (20). O calor que se fez sentir pode ter contribuído para o elevado número de ignições, mas o facto de muitos incêndios começarem de noite leva as populações a suspeitar de mão criminosa.

Em Coimbra, o incêndio com maior dimensão começou às 05h35, na localidade de Palheiros, com três focos distintos. Foram mais de cinco horas de combate, numa operação que envolveu 146 bombeiros de 17 corporações, 39 veículos e dois meios aéreos. Arderam 20 hectares numa zona de floresta "muito perto da povoação" e que trouxe "as más memórias dos incêndios de 2005", disse ao CM Paulo Cardoso, presidente da junta de Torres do Mondego.


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Ao final do dia, dois incêndios de grandes dimensões estavam ativos em Vila Velha de Ródão e Couto de Baixo (Viseu), mobilizando mais de 300 bombeiros, 65 veículos e meios aéreos. Um outro, no Olival, Gaia, ardia junto ao campo de treinos do FC Porto. Em Viseu, as chamas "empurradas pelo vento" devastavam um terreno "bastante difícil, com pedras". Em Vila Velha de Ródão avançava numa serra próxima à povoação.


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