O setor da Banca nacional sofreu uma autêntica razia no número de trabalhadores. Desde 2008, ano da crise do subprime, foram dispensados 12 mil, segundo a estimativa do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, fundamentada nos números do Banco de Portugal. Se a estes juntarmos os 2600 que se prevê saiam da CGD entre 2017 e 2019, no processo de reestruturação, e mais mil do Novo Banco (500 por despedimento coletivo e 500 por reformas antecipadas), esse valor sobre para os 15 600. "Isto é um drama para quem trabalha na Banca", comentou ao CM o presidente do sindicato, Rui Riso. O ano passado foi o mais devastador, com despedimentos massivos em todas as instituições bancárias. Em 2015, o número de trabalhadores bancários no ativo era de 49 382.
Em apenas um ano, entre 2014 e 2015, saíram da Banca, entre rescisões amigáveis, reformas e despedimentos, 3227 funcionários. Já no período compreendido entre 2008 e 2015, nos cinco principais bancos a operar em Portugal, e segundo os seus Relatórios e Contas, saiu um total de 8242 trabalhadores: no Millennium BCP, 3208; no BPI, 2001; no BES/Novo Banco, 1371; na CGD, 1317; e no Santander 345. "O negócio bancário está parado, o setor está a ficar muito magro em termos de recursos humanos, e ainda não sabemos qual será o limite", declarou o sindicalista Rui Riso.